Em relação à denúncia do vereador Ronaldo Caribé, Ron do Povo (PTC), realizada na sessão ordinária da última terça-feira (23), de que um assessor de vereador teria lhe oferecido drogas nas dependências da Câmara, Tourinho relatou que foi à delegacia no término da sessão, acompanhado de outros vereadores.
“Na delegacia, o presidente Ronny relatou ao delegado João Uzzum o que aconteceu e logo o delegado marcou para ouvir o vereador Ron. Particularmente, comungo com Zé Carneiro quando afirmou que existem situações que não podemos deixar passar em brancas nuvens. O que o vereador Ron disse foi grave e coloca toda a Casa em dúvida”, analisou.
E continuou a afirmar a gravidade da denúncia. “Esse fato não aconteceu na esquina de um bairro de Feira de Santana. Segundo a denúncia, foi dentro de um poder público. Foi aqui relatado crime praticado por um servidor pago pela Câmara, motivo pelo qual tem quer ser apurado não com penalidade ao vereador Ron, mas pelo fato de ser uma atividade criminosa perante uma autoridade”, observou.
Tourinho também aconselhou o vereador Ron. “Se existir essa pessoa, Vossa Excelência deve contribuir com a investigação. Mas, se errou, se não houve este fato, não aconteceu este episódio peça desculpa, pois errar, pedir desculpa e perdão não é demérito para ninguém. Acredito que se houve algum equívoco pode usar a tribuna para se desculpar. Mas, o que não podemos é ver alguém olhar para um vereador e falar: foi seu assessor?”, concluiu.
O edil ressaltou que a cidade não tratou de outro assunto no dia de ontem. “Aqui existem 300 assessores. Não sou juiz da consciência de ninguém e não vou julgar Ron por nada. Digo apenas que sou seu amigo, mas se reconheceu que errou tenha humildade para subir à tribuna e se desculpar com a comunidade, com os pares e assessores”, aconselhou.
JOSE CARNEIRO Ainda no uso da tribuna, Carneiro tratou da denúncia feita pelo vereador Ronaldo Caribé, Ron do Povo (PTC), de que um assessor de vereador teria lhe ofertado drogas nas dependências da Câmara. A denúncia aconteceu na manhã da última terça-feira (23).
“O assunto é muito grave, não podemos nos calar e aceitar pacificamente o que aconteceu. Exijo que ele diga quem foi o vereador, pois caso contrário esta Casa não terá credibilidade para apurar qualquer fato. Nada contra o posicionamento de Ron, acho até que ele foi corajoso. Se tiver provas foi um ato de coragem, se não, foi irresponsabilidade”, afirmou.
Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) corroborou com o discurso do colega. “Não podemos permitir que uma mancha atinja todos os vereadores. A sociedade já se coloca contra a política, tem uma opinião de que politico não presta, então é preciso que seja realmente aberto um inquérito para apuração deste fato e possamos separar o joio do trigo”, analisou.
De volta com a palavra, Carneiro disse que todos os assessores estão sob suspeita até que seja descoberto quem foi o apontado por Ron. “Não podemos afirmar que ninguém está isento de ser a pessoa que ofertou a droga. Acredito na denúncia e não estou pedindo punição, peço apenas que os fatos sejam provados, apurados e que não caiam no rol do esquecimento”, findou.
