Durante pronunciamento, na sessão ordinária desta segunda-feira (10), na Câmara de Feira de Santana, o vereador Marcos Lima (PRP) lançou seu nome à presidência da Casa e citou algumas mudanças que fará, caso eleito.
“Já estamos ouvindo falar em reuniões para a presidência da Câmara e acho que é mesmo o momento para essa discussão. Estou no segundo mandato e conheço de perto o Regimento Interno da Casa e a Lei Orgânica do Município; as pessoas estão cobrando a presidência para que eu possa representa-las e acho interessante colocar meu nome em apreciação. Acredito que devemos trazer melhorias, como a ampliação das galerias ou mesmo do Poder Legislativo, pois entendo que este local não cabe mais as pessoas; temos que pensar nos gabinetes, que precisam de um espaço maior porque a sala é dividida por tapume e outras”, relatou Marcos.
O edil disse mais que todos os vereadores têm capacidade de colocar seu nome em apreciação para disputar a presidência. “Meu nome pode ser apreciado como coerente e responsável. As contas da Casa precisam ser abertas, assim como as decisões, que não devem ficar apenas no conhecimento da Mesa Diretiva. Todos têm capacidade de opinar e decidir os rumos desta Casa. Se eu for eleito irei exercer o cargo com reponsabilidade e transparência”, disse.
Em aparte, o oposicionista Beldes Ramos disse que o lançamento do nome do colega é legítimo e democrático. “Não terá meu voto porque não estarei aqui na próxima legislatura, mas peço que inclua em seus projetos a retirada desse vidro. Porque mais que organizar, o cidadão precisa de acesso”, pediu.
Em resposta ao colega, Marcos Lima disse que o pedido será avaliado. “Podemos fazer um plebiscito para saber da população se esse vidro deve ou não ser retirado. Outra coisa que temos que fazer é levar ao conhecimento de todos os existentes e a Câmara pagar, se preciso for, uma taxa para que a Uefs realize o concurso”, disse.
Marcos disse que a Casa deve buscar outras universidades da Bahia para a realização do certame. “Talvez com os recursos arrecadados não seja suficiente, mas a Casa tem condições de arcar com essa despesa”, falou.
Marcos Lima. “Sobre o concurso, primeiro é preciso devolver o dinheiro das pessoas. Segundo, há um portal chamado Portal da Transparência, onde dá acesso a todas as contas da Casa e se os recursos estiverem sendo utilizados de forma errada deve ser denunciado. Agora, se for presidente para atuar sem interferência do Executivo tem meu voto, caso contrário não terá”, disparou.
Em resposta e para finalizar o debate, Marcos disse que a Casa deve pagar aos inscritos no concurso e depois cobrar da empresa na Justiça o ressarcimento. “Esse é mais um compromisso nosso e com certeza vamos lutar. Com relação à interferência do Poder Executivo é bom lembrar que o Legislativo é um poder independente. Mas, a Mesa não é dona da Câmara e sozinha não deve tomar decisões, é dessa forma que vou trabalhar”, garantiu.
