Em seu discurso, no uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (24), na Casa da Cidadania, o vereador Marcos Lima (PRP) se mostrou indignado com o que aconteceu durante a Micareta entre as policlínicas e o Hospital Geral Clériston Andrade. Segundo ele, o hospital não aceitou a transferência de nenhum paciente através da regulação, pois as vagas estavam reservadas para possíveis acontecimentos na festa.
“Uma vida não pode ser trocada por outra. Pessoas também morreram nas policlínicas porque lá não é um hospital, é simplesmente um posto avançado para atendimento emergencial de, no máximo, 24 horas. É de obrigação o único hospital de Feira atender a emergência”, criticou.
O edil se mostrou entristecido com esta situação, destacando que outros hospitais como o Dom Pedro de Alcântara só atendem emergência cardiológica.
Em aparte, o vereador Isaías de Diogo (PSC) parabenizou o colega pelo discurso, mas o criticou no que tange ao Dom Pedro de Alcântara, que segundo ele atende o SUS e a maioria das solicitações são negados. “Vamos fazer justiça. Infelizmente, eles estão brincando com a saúdo do povo. Eles têm uma parceria, têm estrutura, mas não atendem. Têm pacientes que não é para irem para o HGCA porque são cardíacos e sim para o Dom Pedro. Aí ficamos interferindo como vereadores, mesmo não devendo, porque saúde é direito de todos. Eles tratam como brincadeira a saúde das pessoas”, observou.
Marcos concordou com a fala do colega no que tange ao Dom Pedro e finalizou seu discurso lamentando o tratamento recebido pelas pessoas que precisam de assistência médica. “Estão jogando com a vida das pessoas em Feira de Santana. Isso é algo que devemos repudiar e eu repudio essa forma de gerir a saúde em nossa cidade”, findou.
