Recebi, nesta manhã de sábado (1º), no gabinete em Feira, representantes da Associação dos Artesãos de Feira de Santana. Na ocasião, juntamente com o vereador Alberto Nery, discutimos sobre a situação do Centro de Abastecimento, que é tensa, precisa de diálogo e do cumprimento da lei.
Para mim é muito simples: a situação do centro precisa ser resolvida pacificamente e com entendimento. Já que a prefeitura acha que a solução é um shopping popular, que esse shopping possa cumprir o que estabelece a lei. Principalmente, o estatuto das cidades, que prevê que todas as intervenções no município que afetem a população interessada só ocorram com audiências publicas. E que nesse diálogo se considere as questões culturais, ambientais, econômicas, sociais e todo esse processo de segurança da cidadania.
Queremos situações que possam realmente traduzir o interesse público a partir do publico que está no dia a dia, vendo as dificuldades. Tenho acompanhado esse assunto desde o começo e acho que falta transparência e uma atitude mais generosa por parte do poder publico que tem que sentar, discutir e cumprir a lei, cumprir o que estabelece o estatuto das cidades e as regras do próprio município.
É preciso viabilizar uma saída que dê conforto àqueles que vão ser transferidos do seu local de trabalho, sem que haja prejuízo para cidade do ponto de vista econômico, social e cultural. Até porque o artesanato tem o reconhecimento cultural do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), como práticas e fazeres que devem ser preservadas. É hora de sair dessa tensão e encontrar um a solução dialogada entre Ministério Público, prefeitura, IPAC e representantes dos comerciantes do artesanato, da CDL, da associação comercial e até outros atores que por ventura eu não tenha citado aqui, para que possam resolver com maturidade e responsabilidade, olhando para o momento da dificuldade e para o futuro e os desdobramentos venham acontecer.
Inclusive existe uma informação que esse shopping popular pode ter 30% do seu epaço designado para estrangeiros. Se o chineses ocupar 30% já não seriam mais 1800 lojas, seriam 1200. Se contar as 110 famílias do Centro de Abastecimento, restariam 1090 lojas. Mas hoje já se fala em 4 mil ambulantes. Então tem que sentar para ver a razoabilidade para que um empreendimento do tamanho desse não dê errado, como já aconteceu em Brasília. Onde o shopping popular que era a grande sensação para resolver a questão dos ambulantes do centro da cidade, hoje é um grande problema que afeta ainda mais a conjuntura do comércio porque os ambulantes estão retornando para as ruas, o shopping está vazio e o prejuízo é geral. A ordem é dialogo! É sentar com maturidade e resolver dialogando numa mesa.
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