O empresário Edson Piaggio, da EPP, que é sócio também do shopping Boulevard, afirma que não tinha poder de gerir o Bella Vitá, já que era sócio minoritário da empresa criada especificamente para o empreendimento, em parceria com a Scopel, incorporadora de São Paulo. A EPP era dona de 20% das cotas. “A EPP não tem nenhum envolvimento diretamente. Ela não é a incorporadora, não está administrando o processo”, observa.
Ele também falou ao Jornal da Manhã, na Jovem Pan, em entrevista ao âncora do programa, o jornalista Glauco Wanderley. Piaggio explicou que uma empresa subsidiária da EPP era a dona do terreno onde foi feito o condomínio, mas que a EPP só teria 20% dos lucros se o empreendimento desse certo. “Até agora não teve lucro e parece-me que não vai ter. A EPP, até então não colocou um tostão no seu caixa proveniente do empreendimento e tudo indica que não vai colocar. Se não der lucro, a EPP não recebe nada, porque é apenas uma investidora, sem responsabilidade com a implantação. Ela deseja também que seja implantado tudo direitinho para que tenha oportunidade de receber alguma coisa”, argumenta.
Quanto aos lotes que ainda não puderam ser passados aos donos que quitaram a compra, ele também classifica como tarefa da Scopel. A informação que eu tenho é que com relação aos imóveis quitados está resolvido. Existe aqui um advogado que responde pela Scopel e é a quem eles devem procurar para saber como está andando esse processo”, explica.
SHOPPING NÃO
Quanto ao shopping, Piaggio nega que tenha sido prometido e diz que está investigando quem produziu folhetos onde o condomínio era vendido associado à promessa de um futuro shopping.
“Nenhuma propaganda vinculou-se à construção do shopping. Pelo menos autorizado por mim, não. Nem a Scopel autorizou. Para haver associação do empreendimento com um shopping, era preciso constar no contrato. O shopping era completamente desatrelado do empreendimento em si”, garante.
Mas ao mesmo tempo, faz questão de deixar claro que pretendia erguer o centro de compras no Papagaio e tomou várias providências para que isso ocorresse, encomendando estudos, projetos, licenças e pedidos de financiamento, gastando ao todo quase R$ 2 milhões.
O que pôs por terra a ideia do shopping no Papagaio, segundo ele, foi a desistência das lojas âncora, atraídas pela negociação de um outro shopping a ser construído na Nóide Cerqueira.
Este novo projeto era de uma empresa de shoppings do Rio de Janeiro, mas Piaggio e outros sócios locais conseguiram negociar com o dono do tereno no SIM e vão fazer ali o que estava planejado inicialmente para o Papagaio, já que os estudos de mercado apontam que Feira de Santana não comporta três shoppings.
