Ao contrário de algumas lideranças nacionais, que têm admitido de modo mais franco pecados do PT, o deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto, ainda se envergonha de se envergonhar deles.
Em vídeo no qual faz a defesa do ex-presidente Lula, em função da polêmica “condução coercitiva” ordenada por Sérgio Moro na sexta passada, o deputado diz: “Alguns erros podemos até tê-los. Mas os acertos são infinitamente maiores”.
Vejamos. Ele diz “alguns erros”, ou seja, está implícito que são poucos.
Mas não é certo que, mesmo poucos, eles existem de fato, porque a frase coloca em dúvida (“podemos tê-los”).
E finalmente, se existem ou não, pouco importa, porque são irrelevantes, pois “os acertos são infinitamente maiores”.
Com tanta dificuldade em reconhecer erros, não admira que ao falar sobre as suspeitas que fazem a polícia andar atrás de Lula, Zé Neto tenha dito que “não há nada de indício concreto” e que o o ex-presidente “tem respondido pelo bem que fez ao Brasil”.
