ASSEMBLEIA DE PROFESSORES DECIDE CONTINUAR GREVE

Em assembleia na manhã desta sexta-feira, os professores da rede municipal que estão em greve, decidiram que o movimento vai continuar.
Na noite de ontem o governo anunciou o atendimento de exigência do sindicato e enviou à Câmara o projeto que regulamenta a concessão de reserva de carga horária aos professores, para atividades pedagógicas fora de sala de aula.
Ao falar hoje, logo após a assembleia, em entrevista ao repórter Kleiton Costa, a diretora da APLB, Marlede Oliveira, disse que a medida não é suficiente. “Dissemos que só íamos voltar da greve com o projeto aprovado. Não falamos que iríamos voltar só porque o projeto chegou lá. Tem que saber como é que está as entrelinhas do projeto, a redação. A gente sabe que entrou na Câmara, mas não teve sessão, para aprovação”, comentou.
A reserva da carga horária foi a motivação inicial da greve, mas agora o foco mudou para a questão salarial, depois que a categoria descobriu que não houve o reajuste na data-base. “O impasse da greve está na questão do salário também. Porque o prefeito aprovou no ano passado a lei 3.512 onde reajusta o salário a partir de janeiro e ele não cumpriu. Por isso a categoria mantém a greve”, assinalou Marlede.
Segunda-feira há uma audiência marcada com o prefeito José Ronaldo e na terça nova assembleia.

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