PITANGUEIRA QUER DISCUTIR REGULAÇÃO COM MUNICIPIO

A falta de diálogo entre estado e município mais uma vez foi apontado pelo diretor do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), José Carlos Pitangueira, como um problema enfrentando pela saúde em Feira de Santana. Pitangueira esteve na manhã desta quarta-feira (18) no programa Acorda Cidade, onde falou sobre a regulação de pacientes.
De acordo com Pitangueira, o Clériston não está a disposição apenas das policlínicas de Feira de Santana para atendar a demanda da regulação. Ele afirma que o Clériston Andrade atende mais de 120 municípios da região.
“Regulação significa regular leitos. Quando a gente começa a melhorar os serviços, temos que dá cobertura para a Bahia toda, então o serviço é um todo que temos que administrar e não só as policlínicas.
Reconhecemos que existe a necessidade de que seja feito um bom atendimento aos feirenses, mas é necessário também para os outros municípios”, afirmou.
O diretor do hospital citou como exemplo o município de Alagoinhas, que, segundo ele, teve problemas e todos os atendimentos, quando era de alta e média complexidade, eram realizados no Clériston.
“Somos para atender a saúde, agora regulação ou qualquer coisa de saúde precisa ter diálogo. Não adianta culpar o Clériston ou as policlínicas, pois isso não resolve nada. Tem que sentar pra ver o que é melhor, ver o que pode melhorar. Regulação é leito e nós só temos 302 leitos. Somente na última segunda-feira (16) tínhamos precisamente 368 pessoas internadas”, salientou.
Pitangueira afirma que para solucionar o problema da superlotação no Hospital Clériston Andrade, é necessário a construção de um novo hospital em Feira de Santana.
“Esse é o ponto principal. Não sei se quem vai fazer é o município, o estado ou o governo federal, só sei que precisamos de outro hospital”, destacou.
Atestados médicos
Pitangueira ainda falou sobre o problema da alta quantidade de atestados médicos apresentados por servidores do Clériston, principalmente em dias de plantão. Ele destacou que a quantidade de atestados diminuiu bastante e que providências estão sendo tomadas para resolver a questão.
“O número diminuiu, pois estamos fazendo uma fiscalização e pedindo apoio das clínicas particulares para que não deem esses atestados. Isso prejudica os pacientes e os próprios profissionais do hospital, que tem que dobrar o horário, quando o colega não vai trabalhar. Temos médios do trabalho dentro do hospital para avaliar os atestados”, informou.
Leito neonatal
Sobre as reclamações de mulheres com gravidez de risco que enfrentam dificuldades para conseguir vaga, José Carlos Pitangueira destacou que a maternidade do Clériston Andrade é para atender mulheres com gravidez de alto risco e que a unidade possui apenas cinco leitos. Para fazer uma ampliação, segundo explicou, seria necessária a contratação de mais profissionais. Mas o diretor explica que isso não seria possível no momento.
“Esse hospital tem 30 anos e temos muitos funcionários sendo aposentados. Sabemos que no momento a folha de pagamento nossa já está no limite, como é que vai contratar alguém? Se isso ocorrer terá que responder no Tribunal de Contas. Se a gente contratar alguém vamos ultrapassar o limite”, disse.

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