O governador Rui Costa voltou a afirmar nesta sexta-feira (6), em visita a Feira de Santana, que por enquanto não irá reajustar os salários dos servidores públicos. Segundo ele, a Bahia está passando por um momento econômico complicado, e o governo terá dificuldades em fechar as contas deste ano, devido à baixa arrecadação do estado. A afirmação foi feita durante a solenidade de entrega de mais de 500 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, no bairro Asa Branca, e assinatura do contrato para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico do município.
“Nós estamos passando por um momento fiscal muito difícil no Brasil. Dez estados já atrasaram os salários esse ano e eu estou num esforço grande para conseguir pagar o 13º salário. Então neste momento, nós não podemos falar de reajuste”, afirmou o governador do estado.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Rui Costa salientou que a proposta de aumento para os servidores só será discutida caso em 2016 haja o crescimento da arrecadação. “Se não recuperar e continuar no mesmo padrão de 2015, nem que eu quisesse, nem se eu tivesse o dinheiro, eu ia poder, porque eu já devo fechar o ano estourando o índice de pessoal, que deve passar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Portanto, eu estarei impedido de fazer reajuste ou pagamento de hora extra”, declarou.
Rui Costa informou que o perfil de endividamento da Bahia é um dos melhores do Brasil, por outro lado a arrecadação é pequena diante das necessidades. “Das 27 unidades federativas do Brasil, a Bahia é o 24º em arrecadação per capita, ou seja, toda a arrecadação do estado dividida pelos 15 milhões de baianos. Então a Bahia fica lá embaixo comparada com outros estados. Nós precisamos elevar a arrecadação, trazer mais empregos, mais empreendimentos para aqui, melhorar o perfil”, destacou.
Novo hospital de Feira
Questionado sobre quando deverão ser iniciadas as obras para o novo hospital regional de Feira de Santana, o governador disse que devido à queda acentuada da arrecadação dos impostos, está buscando recursos junto ao Banco Mundial.
“Eu abri uma negociação com o Banco Mundial, porque nós temos um contrato assinado de financiamento para vários hospitais e várias clínicas de saúde na Bahia. Como houve um crescimento do dólar - quando a gente assinou, 1 real valia 2 dólares e hoje está valendo quase 4 - vai ter uma sobra de recursos e eu pedi autorização ao banco para construir o hospital de Feira”, afirmou Rui Costa.
No entanto, para dar início ao empreendimento, será necessário cumprir outras obras que fazem parte do contrato, que é o hospital metropolitano e policlínicas. “Em seguida, em ato contínuo, nós vamos buscar autorização do banco para que já em 2016 eu consiga dar ordem de serviço para o Hospital de Feira de Santana, que será ao lado do Hospital da Criança, como também uma grande policlínica que possa atender a toda a população de Feira e também os municípios do entorno”, completou.
