Poucas instituições resistem ao tempo quando o seu funcionamento depende de trabalho voluntário. No cenário cultural de Feira de Santana, a Filarmônica 25 de março tem uma história marcante e até hoje atua com formação na área de música.
Fundada em 1868, a Filarmônica chegou a participar de diversos festivais e influenciou na história da música feirense. “Essa instituição veio, ao longo doa anos, ditando modas na área musical”, explicou Carlos Brito, um dos integrantes do grupo que hoje é responsável pela gestão da organização cultural.
Em entrevista na série de reportagens “Feira de Santana e sua História”, Brito explicou que logo depois de sua fundação, a Filarmônica 25 de março sofreu uma dissidência cinco anos depois de ser fundada, quando parte dos músicos migrou para a Filarmônica Vitória, fundada por Padre Ovídio.
A partir de 1921, quando a Euterpe Feirense foi fundada, eram três as filarmônicas em Feira de Santana. Segundo Brito, passou a existir uma “disputa” sadia entre as agremiações.
Mas a história das filarmônicas é marcada também pelas dificuldades. Espacialmente na década de 30, elas entraram em decadência. A 25 de Março chegou a interromper as dificuldades em 1931 durante cinco anos. A sede, localizada na Rua Conselheiro Franco, se degradou e ficou fechada.
A partir de 2008, um grupo de amigos assumiu a direção da Filarmônica 25 de Março. O desafio inicial foi organizar questões documentais e, depois, colocar novamente em funcionamento a entidade. Com empresários da cidade, ao longo de cinco anos, o grupo conseguiu a doação de 30 instrumentos musicais.
Hoje a da Filarmônica oferece curso para 25 crianças e jovens e está passando por uma reforma na sua sede. Um fato marcante é que depois de 15 anos, a Filarmônica voltou a se apresentar na Procissão de Santana, no dia 12 de julho deste ano.