FALTA RECURSO DO GOVERNO FEDERAL ATRASA OBRAS DA AVENIDA AYRTON SENNA

O secretário de Desenvolvimento Urbano, José Pinheiro, afirmou que a paralisação se deve à falta de recurso do governo federal. O secretário afirma que 80% da obra está pronta, mas o que falta só será feito quando o recurso federal for liberado.
A avenida está sendo feita com recursos de emenda ao orçamento da União de autoria do governador João Durval.Esperando por dias melhores, é como vive a população que mora à beira da Avenida Ayrton Senna nos bairros Mangabeira, Loteamento Modelo e Conceição.  As principais reclamações são muita poeira, pouca iluminação, insegurança e dificuldade de acesso para quem reside nas margens.
A avenida, que tem 2,5 quilômetros de extensão – entre o conjunto ACM e o Cemitério São João Batista, tem duas pistas com cerca de oito metros de largura e um canteiro central de dez metros de largura.
O investimento anunciado na época inicial da obra de pavimentação (abril de 2014, com previsão de conclusão para abril de 2015) foi de R$ 5,1 milhões de reais. A avenida se encontra com as obras paradas, e um grande trecho da pista ainda está inacabado, sem asfalto, e é nele que as reclamações são maiores.
A prefeitura promete a construção de um chafariz público em uma antiga nascente na margem direita da avenida. A pista está em parte asfaltada, mas ainda sem sinalização, com o canteiro central sem acabamento, causando confusão para quem transita na avenida ou mesmo para quem precisa atravessar a pé.
“Aqui é sempre uma dificuldade para atravessar, muito perigoso, não tem sinalização, os carros passam em alta velocidade, levanta uma poeira danada, o maior perigo pra quem mora aqui na região”, reclama a moradora Valdeci Gonçalves Rodrigues, que trabalha com reciclagem e necessita atravessar constantemente a pista com seus carrinhos. Ela acredita que a instalação de uma passarela seja a solução.
Valdeci mora na beira da pista e o acesso à casa é complicado, porque a pista da avenida é muito mais alta que as ruas transversais, formando um pequeno barranco, o que dificulta a acessibilidade dos moradores.
“A gente corre risco de atropelo, vive respirando poeira, chegaram a mandar passar um carro pipa por um tempo para ajudar, mas de uns tempos pra cá pararam, nunca mais vi o carro. O povo aqui vive doente por causa da poeira, eu tenho que sempre molhar a porta de casa pra ajudar a baixar a areia que entra em casa”, declara.
A dona de casa Ligiane Santana, 30 anos, tem um filho de 10 anos, Willian. Ele tem rinite alérgica e sofre com a poeira. “Aqui é um verdadeiro sufoco pra todo mundo pior ainda mais pra quem tem alergia. Meu filho não consegue ficar bom nunca. Tenho que limpar a casa o tempo todo e jogar água pra ajudar a evitar o pó”, comenta. 
O comerciante Alione dos Santos é morador do Loteamento Modelo, que fica dentro do bairro Mangabeira, e conhece bem a realidade da avenida, já que há 3 meses abriu uma pequena distribuidora de bebidas à beira da pista. “Meu funcionário tá doente em casa, por causa da poeira. Eu todo dia jogo água na porta pra diminuir, mas não adianta. Minha mercadoria vive empoeirada, os carros passam aqui a toda velocidade. Não sei o porque dessa pista não ter sido ainda concluída, as pessoas aqui vivem um transtorno esperando acabarem esta obra interminável. Nem o chafariz terminaram, não sabemos mais o que esperar”, reclama.

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