Esteve presente no presídio regional de Feira de Santana, o secretário estadual de Ressocialização da Bahia, Nestor Duarte. A vinda do secretário serviu para acompanhar o fim da rebelião que deixou oito detentos mortos e cinco feridos. O secretário falou que a responsabilidade pela entrada das armas na unidade será apurada, mas que não é uma apuração fácil porque as armas entram no presídio de forma criminosa ou de forma negligente. Se tratando da quantidade de agentes o presídio possui 22 agentes por plantão o que se torna ineficiente já que a unidade conta com 1.500 detentos.
Segundo o secretário fiscalizações são feitas constantemente, mas infelizmente encontram formas de burlar a segurança e entrar com esse tipo de objeto, mas que infelizmente essa é uma realidade brasileira e que ocorre também por existir chefes de facções criminosas dentro das unidades. “Temos vistoria e ainda assim as armas entram. Essa é uma realidade do sistema prisional brasileiro e mundial, por mais que se faça revista quando se faz a vistoria encontra-se celular, drogas”, afirmou.
Nestor Duarte também falou sobre a reforma e ampliação do presídio da cidade, que, possuía apenas 300 vagas e hoje está com capacidade para 1.316 detentos. “Esta é uma unidade que vai ser a maior da Bahia. Temos que lamentar, mas é uma disputa de crime organizado. Não há nenhuma reivindicação”, destacou.
Para finalizar o secretário informou que haverá uma investigação para apurar quem são os responsáveis pelas mortes durante a rebelião e para definir se os líderes do motim serão transferidos para outras unidades prisionais. “Vamos apurar em comum acordo com o judiciário, Ministério Público e a Defensoria Pública farão efetivamente as transferências que se fizerem necessárias”, salientou.