As próximas reuniões entre os camelôs e o Governo Municipal sobre o Centro de Comércio Popular, a ser construído no Centro de Abastecimento, serão abertas para os setores de mercado que compõem esta parte da economia informal do município. O próximo encontro não teve, ainda, data definida - deve acontecer em breve. Os primeiros a participar do encontro serão os relojoeiros.
O novo espaço que vai abrigar os camelôs instalados no centro de Feira de Santana será construído numa PPP (Parceria Público Privada), com investimentos que superam R$ 50 milhões e prazo de concessão de 30 anos – findo este período o entreposto será incorporado ao município.
Para o secretário municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Antônio Carlos Borges Júnior, o novo formato aprofunda o debate por ouvir as demandas dos camelôs, bem como esclarece as dúvidas. “Serão discussões diretas, objetivas. Mas, se precisar vamos realizar discussões amplas, com a participação de toda a categoria”, esclarece.
Durante o encontro amplo, com a participação de mais 800 camelôs, realizado na noite de quinta-feira, 5, no salão de festas da Euterpe Feirense, os camelôs puderam dirimir dúvidas. Primeiro com perguntas elaboradas por eles e entregues ao sindicato da categoria.
Foram respondidas perguntas sobre prazo para execução da obra, preço dos espaços, entre outras demandas. As respostas foram didáticas. O entreposto vai ser construído em 12 meses, a partir da data da permissão e o valor do metro quadrado será de R$ 80. “O preço foi projetado para que os comerciantes pudessem pagá-lo”, diz o secretário. “É um valor compatível com a realidade local”.
Representantes do Corpo de Bombeiros participaram do encontro e mostraram aos camelôs os perigos emanados pela atual configuração da rua Sales Barbosa. Eles também falaram sobre as dificuldades de entrar no calçadão com os caminhões, em caso de incêndio, e as dificuldades para os pedestres, que são respaldados pelo Estatuto do Pedestre.
