O ministro da
Saúde, Arthur Chioro, informou nesta quarta-feira (12) que há 340 municípios
brasileiros em situação de risco de surto dengue e outros 877 estão em situação
de alerta para novas infecções.
Segundo o
governo, até 7 de março foram registrados 224,1 mil casos da doença no país,
aumento de 162% em relação ao
mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.
mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.
O ministério
informou ainda a queda de 31,5% no número de mortes entre 2014 e 2015. Entre 1
de janeiro e 7 de março do ano passado morreram 76 pessoas. No mesmo período de
2015, foram 52 óbitos.
As informações
integram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e foram
divulgadas em coletiva em Brasília. A pesquisa foi feita com base em 1.844
cidades que se voluntariaram a participar da coleta.
Municípios que
detectaram focos de dengue em 1 a cada grupo de 100 prédios são incluídos na
categoria "satisfatório". Acima de 1 até 3,9 foram enquadrados na
categoria "alerta". As cidades com índice acima de 4, entram no nível
de "risco de surto de dengue".
Cuiabá (MT) é a
única capital na última categoria.
Outras 18
capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo
Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP),
Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO),
Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP)
e Vitória (ES).
Brasília foi
considerada satisfatória, assim como João Pessoa (PB) e
Teresina (PI). Boa
Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) Natal (RN) e Rio Branco (AC) não
apresentaram dados.
Chioro destacou
ainda a redução de 9,7% no número de casos graves da doença em relação a 2014.
"Houve [também] uma diminuição de internações nesse período por dengue de
44%. E, apesar de haver 31,5% a menos de óbitos, eles estão ocorrendo, e é
fundamental reforçar o conjunto de ações que já constam no plano de
contingência."
O
coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho, disse
que, apesar do aumento detectado, os dados são positivos se comparados a 2013,
ano considerado o mais epidêmico em relação à história de dengue no país.
"Em
relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda
abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja
remota", declarou.
Já sobre
chikungunya, foram 1.049 casos confirmados até 7 de março, contra 2.773 casos
em 2014. A tendência, para o ministério, é de menos transmissão da doença.
"É uma transmissão ainda muito localizada, no estado do Amapá no município
de Oiapoque, e no estado da Bahia", completou Coelho.
Para reforçar o
combate aos focos do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde repassou
R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Além
disso, realizou capacitação à distância, disponibilizou um telefone 0800 para
que profissionais de Atenção Básica pudessem tirar dúvidas e elaborou um plano
de contingência nacional.
O ministro
falou sobre a importância de a população se envolver e adotar 15 minutos para
erradicar os focos do mosquito em casa e dos profissionais de saúde estarem
habilitados a reconhecer os sintomas das doenças. "A dengue não deve e não
pode matar", afirma.
